- Ei, Pinocchio! Miau... Me ajude com o leme! - disse a gatinha Lobz.
- PARE DE ME CHAMAR DE PINOCCHIO!
- Tudo bem Loki, eu gosto de sua aparência! Você tem um ar um tanto vegetariano assim. Ah, cuidado para não vazar seiva, se não você vai ser devorado pelos peixes! Gha, gha, gha, gha! - disse Robin, tentando consertar a situação de uma maneira terrível.
- A partir de hoje eu vou virar carnívoro! NUNCA MAIS COMO VEGETAIS!
É, eu realmente era amaldiçoado. Para não bastar passar todo aquele tempo em forma de papel, vou ter que aturar pelo menos 6 dias em forma de Pinocchio! Eu já havia esquecido dessa maldita maldição. E esse barquinho aqui não vai nos levar a lugar algum! A única chance que temos, se for realmente possível, é o caso dos Rogues e de Tzrah, o Terrível, pararem para fazer um lanchinho em alguma das Ilhas Trinity ou caso ele resolva casar com Sabrina em alto mar. E Clara está cada vez mais familiar. Será possível que ela seja, fosse, tenha sido...? É, vamos ver...
O tempo passava vagarosamente enquanto as brisas marítimas traziam sal seco e sol quente para nossa companhia. Remávamos todos naquele barco de, no máximo, 10 pés de madeira forte que tinha em seu casco mudas de plantas verdinhas que nos alimentava com alguns frutos deliciosos. O sol logo ia se pondo e nós nos preocupávamos com o tempo que iria levar para alcançarmos o barco dos Rogues... Não vai dar tempo.
A noite havia chegado e ainda remávamos em direção ao nada, procurando o barco dos Rogues. Robin apontava para uma direção enquanto observava atentamente os mapas de Clara, fixo em seus pensamentos. A gata Lobz apenas coçava suas orelhas felinas enquanto eu remava.
- Vamos, vá descansar Robin! Eu continuo remando. Nós trocamos mais tarde, assim que o sol raiar.
- Não se preocupe comigo, Loki. Eu vou ficar aqui e ajudar a navegar, afinal, sou especialhista nisso. Apenas continue remando e se preocupe com seu cansaço. Aliás, sugiro que você vá descansar o mais rápido possível. Daqui a pouco trocamos, ok?
O céu ficou surpreendentemente e rapidamente coberto por nuvens negras. De repente começou a chover fraco. Todos ficaram repentinamente aflitos e começaram a se cobrir. Robin guardou seus mapas e papéis e colocou um grande chapéu na cabeça. Lobz se escondeu no seu colo.
Os ventos ficaram mais fortes. A chuva começou a cair grossa e pesada em nossas cabeças. Percebemos que estávamos em baixo de uma enorme e terrível tempestade que jogava água dentro do bote e em qualquer outro lugar por perto. Os ventos traziam mais água que as próprias ondas marinhas. O mar estava muito bravo. Todos ficavamos muito aflitos e Robin desesperou:
- Não! Não sei se a embarcação resistirá à tempestade! Vamos, Lobz, me ajude a tirar a água de dentro do bote, tente estabilizar esta coisa Loki! Vamos afundar! Cadê você, Lobz!?
- Miaaaaaau!!! Socorro!!! - A gata havia sido atirada ao mar.
- Lobz! Eu te pego! – Robin mergulhou no mar para resgatá-la, sabendo que felinos não conseguem nadar. Robin e Lobz ficaram tentando se segurar à proa enquanto eu tentava jogar a água pra fora e ao mesmo tempo puxá-los para dentro. Tentei com muito esforço manter as coisas estáveis, mas tudo começou a cair no mar e o pequeno barquinho começou a quebrar. As ondas enormes que vinham em nossa direção jogavam água em nossa visão, embaçando-a e ainda machucavam o casco. O bote não mais resistiria e tudo iria por água abaixo, literalmente. Antes do bote quebrar ao meio, eu gritei:
- Robin! Preste atenção! Não se esqueça de que nosso objetivo é salvar Sabrina e DEPOIS as Binewroots de Bentèras! E cuidado com os Rogues! Eles são muito maléficos!
Os ventos balançavam a embarcação com muita força. Uma grande onda caminhou rapidamente em nossa direção e quebrou o barcoao meio, separando a proa da popa. As pontas viraram de cabeça para baixo e eu fui jogado ao mar. Por sorte, eu boiava. Mas por um grande azar, eu só conseguia boiar e respirar ao mesmo tempo de cabeça pra cima, de maneira que eu não conseguia ver os outros. A única coisa que podia fazer é gritar desesperadamente seus nomes, mas ninguém retornava. Uma onda muito grande me pegou e me girou muito até eu perder minha consciência.
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Quando acordei, estava boiando no mar sozinho. O sol batia em meus olhos me cegando, doendo. Restos do barco boiavam junto comigo, à deriva no mar. Quando me virei ao horizonte, dei de cara com uma enorme embarcação negra que estava ancorada poucos metros à frente. Não havia nenhum sinal de vida no mar. Mais ao longe, as Ilhas Trinity.
Quando Lobz acordou, se encontrava à beira do mar, naufragada numa praia. Lobz estava encalhada na areia da praia, ao lado de restos do barco que pairavam da costa ou boiavam por perto. Ela tossiu uma bola de pelos e um pouco de água, e logo levantou, tentando descobrir aonde estava. Não havia uma alma viva por perto.
4 comentários:
Já arrumei a confusão Clara! Não tive que mudar muitas coisas...
reparei hehehe
Muito bom uguinho!!!!
hahah adorei o : a n ser q ele parasse no caminho para se casar com ela!
FELINOS NÃO SABEM NADAR?!?!?!?!
você não viu o rei leão, não????
gostei
Como assim felinos não nadam?!?!?! Claro que nadam! De verdade, não estou inventando!! Mas tudo bem, porque acho que Lobz provavelmente não conseguiria nadar muito bem com aquelas ondas imensas e tal...
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