38½ - Um curto e rápido Flashback
Eei, Robin, não vale simplesmente pular para a parte de que você mais gosta e cortar a parte mais emocionante! Vou aproveitar que ninguém se prontifica a contar o que aconteceu depois, vou contar um pouco do que aconteceu antes.
Vocês se lembram de quando os capangas de Tizrah estavam correndo com a noiva raptada, eu correndo atrás, um terceiro capanga correndo atrás de mim e Loki e Sabrina lutando contra o capitão maligno? Bom, vamos começar daí.
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Não foi muito difícil ultrapassar os piratas que corriam desajeitados com a moça nos braços. Pulei na frente deles fazendo o máximo de barulho possível, e consegui assustá-los e fazê-los parar. Aproveitei o susto e pulei na cara do que estava carregando a noiva, arranhando seu nariz e seus olhos. Ele largou a noiva para se defender, e eu já ia saltar fora quando o outro capanga, que era enorme, me agarrou com uma mão só e me segurou com o braço esticado, numa posição em que eu não conseguia fazer nada! Que humilhação! Achei que estava tudo perdido, e já estava miando por socorro quando ouvi uns estalos esquisitos e a voz de Robin atrás de mim (tentei virar a cabeça, mas estava imobilizada):
— Largue a gata. Delicadamente.
O brutamontes hesitou por um instante, mas depois abaixou a mão e me soltou, embora sem nenhuma delicadeza. Finalmente me virei e pude ver o que estava acontecendo, e tive que me esforçar muito para não gargalhar (ainda bem que os humanos são péssimos em entender expressões felinas...). Mas bem quando os dois estavam desamarrando suas espadas da cintura, o terceiro capanga, que estivera me procurando, apareceu por detrás de uma casa e mandou meu esforço por água abaixo.
Foi muito engraçado, na verdade: ele viu o que estava acontecendo e estacou, perplexo. Logo depois se recuperou da surpresa e gritou, furioso:
— São só os dedos dele, seus idiotas! Não tem arma nenhuma! — e tirou sua espada para atacar Robin, enquanto os outros dois se viravam, irritados, e Robin, que estava fingindo que seus dedos eram armas, arregalava os olhos pensando numa saída.
Instintivamente passei por debaixo de suas pernas e pulei em cima do terceiro capanga, distraindo-o e fazendo com que acertasse seu companheiro, em vez do meu. Robin, por sua vez, aproveitou para sair de do meio dos três inimigos, ao mesmo tempo em que pegou a espada que estava meio solta do cinto do capanga atingido, que por acaso era o mesmo que eu já havia coberto de arranhões. Robin aproveitou a vantagem e o empurrou em cima do terceiro capanga, que avançava com a espada em riste.
Enquanto isso, o capanga grandão terminou de soltar sua espada, que estava atrapalhando, e partiu pra cima de Robin preparando um soco poderoso. Agora era a minha vez: pulei um sua perna e apliquei minha melhor mordida, que doeu até na minha boca! Ouvi um grito de dor, e fiquei feliz que meu golpe tivesse funcionado tão bem, mas logo descobri que era Robin, que tinha levado o soco de qualquer forma, que gritava e sacudia a espada contra dois inimigos ao mesmo tempo (o capanga arranhado, meio cegado, cortado e desarmado parecia muito confuso e ainda não tinha levantado do empurrão). Minha mordido funcionou para alguma coisa: o grandão começou a sacudir sua perna e tentar se livrar de mim, e esqueceu completamente de Robin, que gritou de repente:
— Lobz, é hora do plano C!
— O quê? — miei, enquanto saltava para escapar daquelas mãos enormes. Robin, em vez de respinder, atirou a espada na direção do último capanga, agarrou a noiva, que estava caída a seu lado, e saiu correndo o mais rápido que podia para longe dali. A princípio não entendi porque ele fez aquilo, até porque o pirata se desviou facilmente da espada, mas quando olhei por trás dele entendi: Sabrina pegou a espada no ar, e vinha correndo em nosso resgate. Resgate? Olhando com mais atenção, Loki corria logo atrás dela derrubando tudo o que visse atrás de si, e atrás deles estava Tizrah, o Terrível... e mais algumas dezenas de piratas, persiguindo-os pelas docas!
De qualquer forma Sabrina me resgatou, atacando os dois capangas com muita violência quase sem parar de correr. Alcançamos Robin bem na frente da porta de um armazém, e Sabrina, que parecia muito irritada, destruiu a fechadura com um golpe para que pudéssemos entrar. Loki fechou a porta, enquanto Robin deixava a noiva desmaiada num canto e todos parávamos para recuperar o fôlego.
— Você estão bem? — perguntei, olhando para Sabrina que bufava enquanto espiava pelas janelas.
— A luta acabou na mesma hora em que vocês saíram! — respondeu Loki. — Apareceu um monte de piratas do nada, e quase ficamos cercados!
— Aquele covarde do Tizrah! Não pude dar nem um golpe nele! — reclamou Sabrina, cortando o ar com a espada do capanga. Foi nessa hora que a porta se abriu, e Robin gritou para Sabrina:
— Cuidado com a esquerda!
Vocês se lembram de quando os capangas de Tizrah estavam correndo com a noiva raptada, eu correndo atrás, um terceiro capanga correndo atrás de mim e Loki e Sabrina lutando contra o capitão maligno? Bom, vamos começar daí.
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Não foi muito difícil ultrapassar os piratas que corriam desajeitados com a moça nos braços. Pulei na frente deles fazendo o máximo de barulho possível, e consegui assustá-los e fazê-los parar. Aproveitei o susto e pulei na cara do que estava carregando a noiva, arranhando seu nariz e seus olhos. Ele largou a noiva para se defender, e eu já ia saltar fora quando o outro capanga, que era enorme, me agarrou com uma mão só e me segurou com o braço esticado, numa posição em que eu não conseguia fazer nada! Que humilhação! Achei que estava tudo perdido, e já estava miando por socorro quando ouvi uns estalos esquisitos e a voz de Robin atrás de mim (tentei virar a cabeça, mas estava imobilizada):
— Largue a gata. Delicadamente.
O brutamontes hesitou por um instante, mas depois abaixou a mão e me soltou, embora sem nenhuma delicadeza. Finalmente me virei e pude ver o que estava acontecendo, e tive que me esforçar muito para não gargalhar (ainda bem que os humanos são péssimos em entender expressões felinas...). Mas bem quando os dois estavam desamarrando suas espadas da cintura, o terceiro capanga, que estivera me procurando, apareceu por detrás de uma casa e mandou meu esforço por água abaixo.
Foi muito engraçado, na verdade: ele viu o que estava acontecendo e estacou, perplexo. Logo depois se recuperou da surpresa e gritou, furioso:
— São só os dedos dele, seus idiotas! Não tem arma nenhuma! — e tirou sua espada para atacar Robin, enquanto os outros dois se viravam, irritados, e Robin, que estava fingindo que seus dedos eram armas, arregalava os olhos pensando numa saída.
Instintivamente passei por debaixo de suas pernas e pulei em cima do terceiro capanga, distraindo-o e fazendo com que acertasse seu companheiro, em vez do meu. Robin, por sua vez, aproveitou para sair de do meio dos três inimigos, ao mesmo tempo em que pegou a espada que estava meio solta do cinto do capanga atingido, que por acaso era o mesmo que eu já havia coberto de arranhões. Robin aproveitou a vantagem e o empurrou em cima do terceiro capanga, que avançava com a espada em riste.
Enquanto isso, o capanga grandão terminou de soltar sua espada, que estava atrapalhando, e partiu pra cima de Robin preparando um soco poderoso. Agora era a minha vez: pulei um sua perna e apliquei minha melhor mordida, que doeu até na minha boca! Ouvi um grito de dor, e fiquei feliz que meu golpe tivesse funcionado tão bem, mas logo descobri que era Robin, que tinha levado o soco de qualquer forma, que gritava e sacudia a espada contra dois inimigos ao mesmo tempo (o capanga arranhado, meio cegado, cortado e desarmado parecia muito confuso e ainda não tinha levantado do empurrão). Minha mordido funcionou para alguma coisa: o grandão começou a sacudir sua perna e tentar se livrar de mim, e esqueceu completamente de Robin, que gritou de repente:
— Lobz, é hora do plano C!
— O quê? — miei, enquanto saltava para escapar daquelas mãos enormes. Robin, em vez de respinder, atirou a espada na direção do último capanga, agarrou a noiva, que estava caída a seu lado, e saiu correndo o mais rápido que podia para longe dali. A princípio não entendi porque ele fez aquilo, até porque o pirata se desviou facilmente da espada, mas quando olhei por trás dele entendi: Sabrina pegou a espada no ar, e vinha correndo em nosso resgate. Resgate? Olhando com mais atenção, Loki corria logo atrás dela derrubando tudo o que visse atrás de si, e atrás deles estava Tizrah, o Terrível... e mais algumas dezenas de piratas, persiguindo-os pelas docas!
De qualquer forma Sabrina me resgatou, atacando os dois capangas com muita violência quase sem parar de correr. Alcançamos Robin bem na frente da porta de um armazém, e Sabrina, que parecia muito irritada, destruiu a fechadura com um golpe para que pudéssemos entrar. Loki fechou a porta, enquanto Robin deixava a noiva desmaiada num canto e todos parávamos para recuperar o fôlego.
— Você estão bem? — perguntei, olhando para Sabrina que bufava enquanto espiava pelas janelas.
— A luta acabou na mesma hora em que vocês saíram! — respondeu Loki. — Apareceu um monte de piratas do nada, e quase ficamos cercados!
— Aquele covarde do Tizrah! Não pude dar nem um golpe nele! — reclamou Sabrina, cortando o ar com a espada do capanga. Foi nessa hora que a porta se abriu, e Robin gritou para Sabrina:
— Cuidado com a esquerda!
